
Quantos dias tem a vida?
Quantas marcas tem o sonho?
A perpetuosidade de um canto,
renova a melancolia do medonho...
Quantas horas tem o grito?
Quantas farpas a falsidade?
A insustentável tremura,
na despedida já com saudade...
Quantas são as bocas de fome?
Quantas vidas se ceifaram?
Nos sorrisos de abastança,
purpurinas que outros mataram...
Quantas léguas de aventura?
Quantos trilhos?
Quanta sorte?
Se a pressa de chegar é tanta,
tanta quanto a vida sobre a morte...
Não me apetece mais sentir.
Não quero mais cantigas.
Revejo nesses olhos atrevidos
os desejos que mendigas.
Não vejo o silvo da vontade...
Não preparo a trouxa de ida...
E são tantas as lágrimas na chegada,
como os beijos frios da partida...
Tu amarras o crivo da sorte
e eu rastreio de novo o amanhecer.
Já chega de perguntas!
Não me apetece responder.





