Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!

A Curva…

Se me apanhares
na curva,
na estrada,
Numa qualquer margem
de um rio vazio d'alma,
vazio de sentir
Repleto de saudade,
deseja-me sorte.
Que a alma é desnorte
na razão de existir
Na razão de sorver a vida,
Cada momento
cada sopro de vento...
Se me apanhares na curva
na estrada,
na margem cinzenta
de uma verdade de barro quente,
acolhe-me no teu peito
e protege-me de mim.



Lder 2006

Maré Quente

Embala-me no teu corpo.

Embala-me no sabor da tua pele
que me quero encontrar em ti,
como o canto do Estorninho
no brotar da Primavera.

Cerremos as mãos,
nesta maré de sentidos quentes.
Que a vida tarda em amar-nos
como nós nos amamos...

Somos maré quente...
Somos ondas de sabor a sal,
sem mar para desaguar.

Embala-me no teu corpo
que é tarde para escolher o sereno.
Deixa-me ficar
nos grãos de areia do teu peito...

Somos maré quente!

Selemos com beijos
o salitre que arde na corrente






Lder 2006

Pequenos Holocaustos 2

...mais um pequeno holocausto na casa ao lado...

... pode até ser do outro lado da tua rua...

O natal


Então já estamos no mal fadado natal. O natal, a época da Hipocrisia no seu melhor; de ajudar o próximo; de dar prendas aos necessitados; de comprar uma cautela para ajudar os cegos; de ver os programas do natal dos hospitais; de ver o filme “Musica no coração”; de desejar a paz no mundo; de comprar prendas para toda a família e depois ficar nas lonas; de aturar o mau feitio dos familiares que nunca ficam contentes com o que recebem porque a prenda que se deu a fulano é que eles gostavam; o dia das compras nos grandes armazéns que se fica estoirado; o que se compra para comer, ou melhor empaturrar; anda-se o ano inteiro a poupar mas no natal come-se até rebentar. Por mais que eu tenha boa vontade, não consigo ver o natal de outra maneira.
A humanidade está cada vez mais consumista; egoísta e egocentrista. Apesar de ser ateia, chego à conclusão que o natal da minha infância, na época católico, era muito mais humano embora humilde, sem luxo, sem exigências, sem invejas nem ciúmes, nem competições. Era o dia mais feliz para mim, na véspera de natal à tarde acompanhava o meu tio a embebedar o peru para a minha avó poder matá-lo, depois distribuía os sapatos pelas casas dos familiares mais chegados e punha-os na chaminé, para no dia seguinte ir buscar as minhas prendas. À noite ía com o meu pai e a minha irmã ao café ver os programas na televisão, enquanto a minha mãe preparava a comida para o dia de natal. Quando chegava a casa punha o meu sapato na chaminé e ía para a cama felicíssima. De manhã bem cedo os meus pais acordavam-nos para irmos ver o que o menino Jesus tinha deixado no sapatinho: era uma alegria desembrulhar-mos os presentes na cama dos meus pais. Só estas boas lembranças me vão dando algumas forças para aguentar o que hoje se transformou o natal (UM AUTÊNTICO PESADELO). Apesar de toda esta revolta desejo um bom natal a todos.

Pequenos Holocaustos

São só pequenas estórias que quer pelo registo quer pela quantidade achei que mereciam um blog próprio.

Passem por lá e opinem...

link mesmo aqui ao lado...

Pequenos Holocaustos

Outras paragens

"De quem é a culpa" é o título de uma crónica que escrevo com irregularidade para o portal MafraRegional, encontra-se o link aqui mesmo ao lado, e logo acima o link de uma brincadeira que foi ao mesmo tempo uma escola, o velho Projecto Kgrilos.
Etapas, paragens, pousos, no fundo pessoas.
É bom conhecer pessoas, é bom partilhar vidas e momentos, é bom aprender que as pessoas às vezes também são más, mas no fundo não passam de pessoas, no fundo é bom aprender.