Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!

As Meninas na areia



Acrílico sobre tela
Este quadro deu-me muito trabalho devido ás dimensões, as crianças estão quase em tamanho natural

Paula Rego



Colecção de quadros sobre o aborto

Fonte do casino na Ericeira



Acrílico sobre tela

Teimoso… pois claro!

Na totalidade, desconheço se à condição humana lhe é permitido errar da mesma forma consecutivamente! (Se não há punição, mesmo que "não terrena", faço figas para que nas portas de um sítio qualquer cheio de sininhos, o castigo implique entalar partes corporais sensíveis, num doloroso processo de arrependimento).
Bom, permitido talvez não seja o termo correcto a utilizar... talvez possível se aplique mais. Basicamente: "Já fizeste essa merda um milhão de vezes e não acertas! É sempre a mesma coisa. Quando é que me começas a ouvir?"
A teimosia faz parte do meu feitio, assumo-o perfeitamente e não me choca ser confrontado com essa realidade. Sei-o melhor que niguém e reconheço até algum valor nesse meu defeito. Ser teimoso ajuda-me a levar por diante certos pontos de vista que, muitas vezes mais tarde, se revelam acertados, apesar das vozes discordantes. Há muitas formas de cortar carne porém, só uma forma de a comer... e quanto a mim, escamutear esta questão é pura idiotice. Portanto, as minhas perguntas parecem-me lógicas. Erramos porque não temos capacidade para discernir uma equação mais sustentada e apostamos no acaso? Ou erramos porque é a nossa natureza e ponto final? Será que existe, igualmente, muito de teimosia exacerbada em certos e determinados erros que cometemos? Eu acredito que sim.
Eu acredito que há realmente no mundo quem saiba instintivamente o que está a fazer e como fazê-lo. Porque há algo que o impele a agir de determinada forma e a revelar uma estranha fixação ou teimosia por certo ponto, de forma a seguir numa direcção sem olhar para trás. Sem medo ou sequer receio do fracasso.
Antagónicamente, há quem seja também teimoso, mas sem conhecimento de causa. Esses sim, resvalarão na lama da falsa confiança e cairão no erro uma e outra vez. Muito possívelmente passarão a vida inteira a cometer precisamente os mesmos erros.
Até onde e até quando é permitido errar? Até quando terão de viver os outros atolados na teimosia do nosso egoísmo, quando na realidade a razão está ali, mesmo á nossa frente?
Até quando aguentará a minha teimosia, para explodir de uma vez por todas?
Teimoso, claro - sempre!
Porra, mas no fim.. eu detesto que a minha teimosia me dê sempre razão.
Arrogante, egoísta, egocêntrico... o que quiserem. O facto é que (perdoem-me a frontalidade) para o bem e para o mal, a meu favor ou não, a minha teimosia esteve indubitavelmente certa.

Algodio na maré baixa



Acrílico sobre tela

Paula Rego



Colecção de pinturas sobre o aborto

Serra dos Cedros



Acrílico sobre tela
Hoje também nevou no nosso destrito

Paula Rego



1º quadro da colecção de pinturas sobre o aborto