Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!

De quem é a culpa?

A CULPA É DOS DOUTORES

Já calculei e cerca de 80% dos portugueses são doutores. Pode parecer estranho que num país que comporta, suporta e é levado para a frente por 49% de iliteratos funcionais haja tantos doutores, mas que raio Portugal é um país estranho.
Para os menos atentos um iliterato funcional é alguém que faz muito bem as cruzes no boletim do euro milhões, sabe assinar o nome completo, não consegue decifrar uma frase com duas vírgulas e três orações e é sócio do Benfica.
Depois de muito tempo a observar cá os indígenas do burgo a percentagem de 80% de doutores é mais que óbvia.
Existe uma pequena minoria de Doutores verdadeiros em Portugal, são aqueles que estudaram, estudaram e estudam, mas quando me refiro a doutores é claro que não me estou a referir aos verdadeiros, refiro-me ao síndroma de ser “doutor”.
Uma doença que nos afecta cada vez mais, uma espécie de tuberculose cerebral que nos atinge a todos os níveis particularmente quando usamos gravata.
Todo o português aspira a ser doutor, ser tratado como doutor e enfim usar fato completo e levantar o nariz displicentemente quando se cruza com os outros.
Esta estranha mania de todos quererem ser doutores está-nos no sangue desde que Viriato se vendeu aos romanos por meia dúzia de sestéricos. Mesmo durante a grande odisseia dos Descobrimentos se um grumete de segunda, escorbútico e esfarrapado regressasse à sua aldeia natal com duas pepitas de ouro no bolso era logo promovido a doutor e tinha direito a deferências de todos os pastores da serra incluindo momentos de prazer com a melhor ovelha e tudo.
Para o grande “boom” dos doutores que hoje assola o nosso país também contribuiu de sobremaneira a longa travessia do deserto que foi o Estado Novo, (para os iliteratos funcionais aviso que o Estado Novo não é nenhum bar nas docas é sim aquela cena do Salazar).
Durante esses anos o facto da mulher do rico dar à luz e a mulher do pobre parir apenas contribuiu para que toda a gente aspirasse a ser doutor, uma espécie de estado de alma elevado que resolveria todos os problemas de vez.
Depois aconteceu a Revolução dos Cravos, (aquela cena do 25 de Abril), e meia dúzia de guedelhudos sob o efeito de liamba africana despejaram a maior parte dos doutores para o Brasil. Depois voltou tudo ao normal, a classe dos doutores foi logo repovoada inclusive por alguns guedelhudos que tinham atirado pedras durante a revolução.
Mas hoje, em 2007, a questão dos doutores está a atingir proporções ridículas, com a democratização e venda ao desbarato de cursos superiores (aquela cena das praxes e bebedeiras que tens de fazer para ser doutor). Além dos estudantes que terminam a licenciatura como doutores e vão varrer ruas, até os varredores já são técnicos de limpeza e quando dão entrevistas na televisão falam como se a vassoura fosse um microscópio electrónico e o aterro um laboratório.
Um empregado de uma ETAR, com uma bata branca imaculadamente limpa, que passa o dia a olhar cocós que se desfazem numa água fétida é um técnico de tratamento de resíduos sólidos e quando fala connosco bombardeia-nos com um chorrilho de termos pseudo cientificos que provocariam cãimbras numa língua destreinada.
Cada povo tem os doutores que merece, e nós temos estes.

Serra do Açor

Mais “Noises”


Agora também no Myspace

A praia dos três irmãos



Acrílico sobre tela
Que ricos banhos eu tomei nesta praia

Dia de sol


Hoje está um dia espectacular, com sol, pouco vento, embora um pouco frio, o mar tem um azul que parece o Índico. Vou aproveitar e dar um passeio com a minha amiga, vou fazer uma pausa, vou recarregar as minhas baterias, o trabalho está em ordem e está a correr bem.

Claude Monet



A Primavera
Pintura a óleo, do jardim de Monet, Giverny, 1886.

A Primavera


Ericeira


Ericeira és a mais bonita
Das praias de Portugal
Tua beleza sem par
No país não tem igual

Ericeira minha amada
Meu doce torrão natal
Praias de imensa beleza
Ó terra de Portugal

O teu nome ó linda terra
Tem para mim estranho fulgor
E o meu coração encerra
Por ti um sagrado amor…

Minha Ericeira infinita
Minha Ericeira meu bem
Deus te fez assim bonita
Minha terra minha mãe

Quem visite a Ericeira
Nunca mais pode esquecer
A magia deste mar
A alegria de aqui viver…

Debruçada sobre o mar
Num pôr de sol deslumbrante
São quadros de pintores
Inspiração de poetas
Recordações de amores

Da autora.

Maria Helena d’Oliveira Santos

A minha mãe ofereceu-me este poema hoje.