

Ok, que traduzam de forma estupidificante títulos de filmes ainda vá lá, agora literatura?
A palavra desilusão, além de não ser tradução de delusion, vai contra o espírito do livro.
Fui á fonte de todo o conhecimento (wikipédia) buscar o significado:
"A delusion is commonly defined as a fixed false belief and is used in everyday language to describe a belief that is either false, fanciful or derived from deception. In psychiatry, the definition is necessarily more precise and implies that the belief is pathological (the result of an illness or illness process). As a pathology it is distinct from a belief based on false or incomplete information or certain effects of perception which would more properly be termed an apperception or illusion.
Delusions typically occur in the context of neurological or mental illness..."
É fácil ver que o cariz de crença, patologia, doença e afectação estão ausentes da palavra desilusão e que tudo soa muito mais suave e inocente quando não é essa a intenção nem a realidade.
Também ausente está o sentido de constância, de permanência teimosa; na desilusão a ilusão passou, na "delus?on" está para ficar e de forma mais gravosa e elaborada.
Espero que no contéudo as ideias e a argumentação inteligente e racional do autor e a imagem negra do assunto não tenham sofrido também com uma tradução estuprada (do inglês 'stupid').
Ainda assim, peguei em duas cópias e pus a tapar o "Jesus de Nazaré" de Joseph Ratzinger que estava na pilha ao lado.
Edit: Ok, parece que na versão brasileira grocaram a ideia e traduziram para "Deus, um Delírio".






