Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!

A Desilusão da tradução

Tradução do "The God Delusion" de Richard Dawkins: "A Desilusão de Deus". Vi as primeiras cópias no modelo/cont'nent.

The God DelusionA Desilusão de deus

Ok, que traduzam de forma estupidificante títulos de filmes ainda vá lá, agora literatura?

A palavra desilusão, além de não ser tradução de delusion, vai contra o espírito do livro.

Fui á fonte de todo o conhecimento (wikipédia) buscar o significado:

"A delusion is commonly defined as a fixed false belief and is used in everyday language to describe a belief that is either false, fanciful or derived from deception. In psychiatry, the definition is necessarily more precise and implies that the belief is pathological (the result of an illness or illness process). As a pathology it is distinct from a belief based on false or incomplete information or certain effects of perception which would more properly be termed an apperception or illusion.

Delusions typically occur in the context of neurological or mental illness..."

É fácil ver que o cariz de crença, patologia, doença e afectação estão ausentes da palavra desilusão e que tudo soa muito mais suave e inocente quando não é essa a intenção nem a realidade.

Também ausente está o sentido de constância, de permanência teimosa; na desilusão a ilusão passou, na "delus?on" está para ficar e de forma mais gravosa e elaborada.

Espero que no contéudo as ideias e a argumentação inteligente e racional do autor e a imagem negra do assunto não tenham sofrido também com uma tradução estuprada (do inglês 'stupid').

Ainda assim, peguei em duas cópias e pus a tapar o "Jesus de Nazaré" de Joseph Ratzinger que estava na pilha ao lado.

Edit: Ok, parece que na versão brasileira grocaram a ideia e traduziram para "Deus, um Delírio".

Palavras para que?

http://elperritovive.blogspot.com/

http://www.petitiononline.com/13031953/petition-sign.html

Exposição Colectiva 2007 (GART) – Convite


Exposição Colectiva – Convite


O bocejo… coisa maravilhosa.

O bocejo revela mais sobre uma pessoa do que o seu nível de tédio, de acordo com uma pesquisa.

A susceptibilidade ao contágio do bocejo pode ser um sinal, em realidade, de um alto nível de empatia social.

Apesar de muitas espécies bocejarem, apenas alguns humanos e possivelmente nossos parentes animais mais próximos acham o bocejo contagioso, o que sugere que a razão seja psicológica.

A pesquisa da Universidade de Leeds foi apresentada no Festival de Ciência da Associação Britânica, em York.

A coordenadora do estudo, Dra Catriona Morrison, disse que “o bocejo contagioso é um comportamento muito interessante”.

“Não é necessário um gatilho visual ou auditivo, somente o fato de ler sobre um bocejo ou pensar sobre ele já faz você bocejar.”

Será que você bocejou enquanto lia esta parte do artigo?

“Nós acreditamos que o bocejo contagioso indica empatia. Indica valorização do estado psicológico e comportamental das outras pessoas”, ela adicionou em uma palestra.

A mesma área do cérebro envolvida com o “bocejo reativo” está ligada à consideração aos demais.

Um experimento da Universidade de Leeds colocou um estudante (objeto de estudo) em uma sala de espera em que o seu companheiro era, em realidade, um pesquisador que bocejou 10 vezes em 10 minutos. Eles gravaram quantas vezes os estudantes bocejaram em resposta.

Foi solicitado a cada participante que completasse um teste de suas habilidades empáticas. O teste consistia em transcrever imagens de olhos e gravações de demonstrações de emoção.

Os resultados mostraram que as pessoas que sucumbiam mais ao contágio do bocejo também tinham notas mais altas nos testes de empatia.

Também havia uma evidente diferença entre os estudados.

Estudantes de psicologia eram mais susceptíveis ao contágio e tinham notas mais altas nos testes de empatia do que estudantes de engenharia.

Catriona Morrison disse: “Nós pensávamos que estudantes de psicologia seriam altamente empáticos e que estudantes de engenharia seriam mais sistematizados, mais interessados em números e fórmulas.”

Fonte: BBC News

Entregar o Palácio às pessoas

Na véspera da Cimeira UE-Rússia, ao chegar ao final da Serpa Pinto, em plena Praça da Republica, olhei o Palácio Nacional sem qualquer carro estacionado no Terreiro. A sua imponência e grandiosidade mostravam-se em todo o esplendor (momento poético).
Imaginei como seria belo se em vez de carros estacionados a emoldurar o Palácio, estivessem passeios em calçada portuguesa, jardins com bancos, uma ou outra esplanada e, sobretudo, sem a presença de qualquer carro. Seria possível? Sim, se houvesse vontade de todos!...
   

       

Senão, vejamos (na foto, a vermelho seriam as novas acessibilidades às zonas afectadas; a esbranquiçado, a nova àrea pedonal):
O trânsito de passagem passar-se-ia a fazer pela nova A21 – a custo zero entre os nós Poente e Nascente (momento hilariante) e pela CRIMA; o acesso ao interior da vila seria feito pela zona do Intermarché e CGE, chegando assim à Serpa Pinto, e pela 1º de Maio a partir do Hotel Castelão; A Serpa Pinto ligava à Elias Garcia logo no início da Praça da Republica, e com acesso à Rua Detrás dos Quintais; A 25 de Abril, vindo do Hotel Castelão, dáva a volta em frente à CGD, e do outro lado, quem viesse da Carapinheira, tambem virava à entrada do Terreiro (ambos ao contrário do que agora se faz).
   
E já que estamos a “sonhar”, então mais vale sonhar alto.
Assim, seria feita uma ligação (a tracejado na foto)da Rua Detrás dos Quintais para a entrada Sul, permitindo a ligação ao interior da vila;
A subida da Joaquim Duarte Resina manteria as 4 faixas da CRIMA, assim como a Gago Coutinho, evitando o estrangulamento de trânsito que actualmente ocorre;
Toda a zona pedonal (a esbranquiçado na foto) teria por baixo um parque de estacionamento de dois pisos... à borla (segundo momento hilariante).
   
Neste plano, todas as zonas da vila mantinham as suas acessibilidades e todo o espaço desde a Praça da Republica até ao Palácio, em toda a largura do Terreiro, ficava livre de carros abrindo todas as possibilidades para uma àrea cultural, de lazer e de Qualidade de Vida!
   
Fica a faltar uma solução para os comerciantes, nomeadamente da 25 deAbril e do Terreiro, que perderiam os “cliente de passagem”. Teriam de ser encontradas formas de atracção para esse comércio, mas creio que a nova zona criada no Terreiro seria uma boa ajuda!
  
  
Depois virei-me, bati com a cabeça na mesa de cabeceira... e acordei!
 

A tradição do teatro.

O grupo cénico da Lagoa, foi desde do início da nossa actividade, uma das principais "imagens de marca", com algo de especial. Considerado como o ex-libris da nossa história associativa. Primando sempre com uma arte criativa muito própria e peculiar, demonstrada ao longo de muitos anos de imensas representações, continuando a fazer prevalecer os valores culturais e tradicionais da região. Essencialmente a comédia, as danças e a interpretação músical, foram sempre muito apreciadas, com a particularidade de englobar nos seus actores (alguns temporários) as mais diversas faixas etárias, dando especial atenção aos mais jovens, para que o espírito do teatro da Lagoa seja transmitido para as gerações seguintes, para que a chama nunca se apague...

Gatos nas arribas da Praia dos Pescadores

Não sei o que pensar quanto á situação dos gatos nas arribas da Praia dos Pescadores.

Aquilo nao é, na minha opinião, sítio para gatos; não têm que comer a não ser que almas caridosas com algum esforco lhes façam chegar alguma coisa (fazem-no e é de louvar), não têm como se defender de quem se encontra acima deles (mas muito abaixo moralmente) ou de um inverno mais rígido, não têm a liberdade que merecem a não ser para procriar, o que num espaço tão limitado só contribui para o problema.

Por outro lado aquilo é o seu mundo, e quem conhece gatos sabe que é no seu mundo que eles se sentem bem, um centímetro fora e tudo são perigos e incertezas.

É preciso que sejam de lá retirados, esterilizados e encaminhados para quem trate deles ou, se se vir ser o melhor (mais provável), lá colocados de novo.

Acredito que a junta de freguesia tenha outras preocupações (pintar coisas de azul e amarelo e semear chapéus de sol e espreguicadeiras são as únicas coisas de que lembro assim de repente) mas esta tem a urgência da qual dependem vidas (sim).

Ou se calhar já fizeram o que era correcto e estou só para aqui "a chover no molhado".

"I have studied many philosophers and many cats. The wisdom of cats is infinitely superior."
- Hippolyte Taine

"As anyone who has ever been around a cat for any length of time well knows cats have enormous patience with the limitations of the human kind."
- Cleveland Amory

Tyr