Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!

Assaltos a chegar à nossa terra

Hoje a casa de um tio meu foi assaltada em plena vila de Mafra, ao fim da tarde. Juntamente com mais algumas casas do prédio onde vivem, perto do largo do Pelourinho, uma zona densamente povoada. As perdas monetárias são de pesadas, mas as psicológicas ainda são maiores. Saber que uma criança de quatro anos está neste momento agarrada a uma almofada num sofá, a dizer apenas “Os maus entraram cá”, dói. Saber que durante muito tempo a casa que aquela família possui, paga com o suor do trabalho, e que é deles, não lhes vai parecer um santuário, como qualquer lar deve ser, dói. Um grupo, ou apenas uma pessoas mas pronto, de animais que não sabem viver em sociedade roubaram o fruto do trabalho da vida de pessoas honestas, e assustaram durante muito tempo a vida dessa gente. Se não fosse minha família indignaria-me, sendo da minha família além de me indignar doí-me. Cada vez que a imagem mental do meu primo pequeno, agarrado à almofada a pensar nos maus que foram à casa dele, cerrasse-me os dentes em raiva. E depois começo a pensar na onda de violência que neste último ano tem crescido de forma imparável. Azar diz o governo. Falta de integração social diz o Bloco de esquerda. Eu por outro lado digo outra coisa.

Faz dia 15 de Setembro um ano da aplicação das medidas do novo código de processo penal, encaradas pelo nosso Primeiro-Ministro, o senhor José Sócrates, como de grande evolução humanista. Com isto mais de metade dos presos em prisão preventiva tiveram uma hipótese de sair em liberdade até serem julgados. Esta oportunidade foi concedida, e estranhamente aconteceu a grande coincidência foi que uma vaga de crimes, especialmente assaltos, apareceu neste ano. Lembrem-se que a oportunidade foi dada a alguns pedófilos, alguns outros casos mais ou menos mediáticos, mas na maioria dos casos foi dada a assaltantes, crime considerado menor. É menor roubar o pão da vida de quem trabalha? É menor meter as pessoas trabalhadoras deste país com medo de chegar a sua casa, paga com o suor do seu corpo, e a encontrarem vazia? Ou pior, correr o risco de ser assaltado com uma arma apontada à cabeça como aconteceu numa loja a semana passada em frente à escola Secundária José Saramago? É justo dar uma oportunidade de esperar em liberdade pelo Julgamento, a pessoas que são apanhadas em flagrante delito, ou com provas fortes?
Achava mais justo tentar maximizar as opurtunidades de crianças pequenas não terem de chorar ao ver o sitio que consideram lar e santuário violado. Aos pais que não têm de pensar em como recuperar, com o fruto do seu trabalho, aquilo que já tinham conseguido e lhes foi retirado por animais que ignoram todas as regras que nos permitem viver em sociedade.

Oportunidades sim, mas para quem as merece!

Taizé


Conheci Taizé através do grupo de jovens da Ericeira. Tendo em conta que esta experiência tocava as pessoas de maneira diferente foi dificil para mim ter uma noção do que realmente se tratava. Lógico que fiquei bastante curioso para lá ir logo que houvesse oportunidade. Todos os que tinham ido só diziam como foi bom lá estar e a nostalgia era evidente na maneira como me falavam.

Devo confessar que quando fui pela primeira vez cometi um grande erro. Todo entusiasmado, levei o que era necessário e o que não era. Refiro-me à minha máquina fotográfica e de filmar. Queria captar todos os momentos para depois mostrar a outras pessoas. Já tinha alguma ideia dos espaços pois mostraram-me um video de introdução numa reunião antes da partida.



Quando cheguei a Taizé apercebi-me que apesar da simplicidade que lá se vive, tudo estava rigorosamente planeado: desde o acolhimento, distribuição de tarefas e alojamentos, refeições, etc. E no meio desta simplicidade distraí-me com as coisas que não eram necessárias em Taizé.


Descobri depois que não podia ficar só com as recordações de fotografias e de videos. Taizé é mais do que um bonito lugarejo no meio de terras rurais francesas. Taizé é um um lugar onde milhares de pessoas que vêm de todos os cantos do mundo procuram algo que faz falta nas suas vidas: Deus.

Passados dois anos voltei a Taizé para viver a experiência com mais intensidade do que a primeira vez. Para partirmos para a simplicidade devemos ir simples e humildes. Tentar esquecer durante uma semana a nossa sociedade, a nossa familia, o nosso trabalho enfim as correrias do nosso dia-a-dia, Já que o nosso mundo anda num paço muito acelarado.

Uma coisa que me marcou foi a maneira como lá se partilha tudo. Pessoas em que o idioma, a cultura e os níveis de vida são completamente diferentes sentam-se todas em roda a comer e a tentar falar uns com os outros em inglês (língua mais predominante em Taizé).

Nas tarefas e nos grupos de partilha nasce uma nova confiança nas pessoas. Uma confiança que é raro ver-se nos sitios onde vivemos. Mas é essa confiança e paz interior que é preciso trazer de volta para casa e cultivá-la. Concluo agora que a essência de Taizé não se pode captar com máquinas mas sim com a alma e coração.



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MSSQL: Descobrir que tabelas têm um campo pelo nome

Dei por mim a trabalhar numa base de dados em que as relações só existem na teoria, como se não bastasse devem existir cerca de uma centena de tabelas em que algumas delas têm outros tantos campos. A dada altura tive de saber em que tabelas existia o campo um determinado nome, solução:

[code]
SELECT sc.[name] AS column_name, so.[name] AS table_name
FROM syscolumns sc
INNER JOIN sysobjects so ON sc.id=so.id
WHERE sc.[name] LIKE ‘%bocado_do_nome_do_campo%’
[code]

Em acção

Nesta imagem, da autoria de Ana Carmo, descobre-se em acção a máquina que tenho utilizado quase exclusivamente desde que a adquiri: uma Shen Hao TZ45-IIB.  Neste momento, utilizo a referida Shen Hao com duas lentes: uma Schneider APO Symmar 150mm f5.6 e uma Schneider Super Angulon 90mm f5.6. A primeira será a equivalente, em 35mm, a uma 50mm e a segunda a uma 28mm. Provavelmente devido à minha apetência por detalhes, acabo por utilizar a 150mm na maior parte das ocasiões. Os negativos continuam a ser o FP4 da Ilford, revelados com os químicos da mesma marca (nomeadamente o Ilfosol-S). Os negativos são digitalizadas num Epson V700 (a 2400dpi, resultando em ficheiros de cerca de 100Mpx - sim, cem megapixel!), trabalhadas no Photoshop CS3 e impressas numa HP B9180 (apenas com tintas neutras) em papel de fibra de algodão, da Hahnemuhle (nomeadamente, pela relação qualidade preço, o HP Hahnemuhle Smooth Fine Art).

Estou completamente rendido à qualidade do grande formato; quer o detalhe quer a gama tonal das imagens é algo que não deixa de me surpreender. Evidentemente que este tipo de equipamento não será prático para todo o tipo de fotografia, mas para paisagem parece-me inultrapassável (neste momento, claro).

Leituras

Der Spiegel | A navigable Arctic Os benefícios económicos do aquecimento global. O notório degelo das regiões polares àrticas abriu vias de navegação capazes de encurtar as viagens entre os grandes portos do mundo industrializado. As habituais pressões geoestratégicas da parte dos governos das regiões árticas já se fazem sentir.

International Herald Tribune | A fierce Korean pride in a lonely group of islets Pouco mais do que rochedos no estreito do Japão, as ilhas Dokdo, para os coeranos, ou Takeshima, para os japoneses, são um resquício dos tempos imperiais nipónicos do século XX. A soberania sobre estas ilhotas nunca foi definida. Para os japoneses, é um território que alguns gostariam de ver regressado à nação. Para os coeranos, a importância é tão grande que instalaram nas remotas ilhotas um posto de polícia, única habitação daquelas paragens.

O Gizmodo publicou uma série de três artigos que traçam a curta história do OLPC, o influente projecto de Nicholas Negroponte. O objectivo do projecto está longe de ser atingido - distribuir computadores às crianças dos países sub-desenvolvidos, mas os reflexos na indústria dos computadores são enormes: veja-se o sucesso do Eee e congéneres. A ler, Secret origin of the OLPC: Genius, hubris and the birth of the netbook, OLPC origins: US and Taiwan's hardware lovechild, e OLPC Origin: Bittersweet success and future of the XO laptop.



Ericeira, a quanto obrigas... amanhã é dia de regresso ao trabalho e o tempo finalmente é de puro verão. Céus limpos, mar convidativo e uma avassaladora sensação de que amanhã o dia estará assim... e eu nas intermináveis reuniões que caracterizam hoje em dia o essencial do trabalho como professor.



Dia 1, dia de regresso aos labores, tão próximo e agora é que o bom tempo se instalou na Ericeira! Sol, calor e um mar de apetecer... onde é que o bom tempo andou durante todo o mês de agosto?

Grr!

O que irrita nesta vaga de insegurança, para além do aproveitamento mediático que empola a real importância dos acontecimentos na ânsia da luta pelas audiências, é a aparente impotência das forças de segurança. Irrita porque noutros contextos essa impotência não existe, como se comprova pela eficiência com que se caçam multas neste país. Para isto, há homens e meios, veículos, radares, bloqueadores, acesso rápido aos autos e pagamentos, vigilância cerrada e quase sempre invisível. E o resto? Será que um décimo do investimento e eficácia no combate às infracções de trânsito (eufemísticamente ditas como "pedagógicas") aplicado noutas àreas de segurança contribuiria para diminuir as taxas de criminalidade? Bem, mas as multas sempre auxiliam as contas do estado...

(Não quero com isto subestimar as infracções de trânsito, as velocidades excessivas e as manobras perigosas, tantas vezes com consequências trágicas. Nem desmerecer o profissionalismo dos agentes no terreno, que cumprem as ordens que lhe são dadas. O erro, parece-me, está na filosofia que rege as instituições. É fácil dar ordens aos cidadãos que as cumprem.)