Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!

Magalhães – As perguntas que ainda não li

Muito se tem lido e escrito sobre o Magalhães. Desde a sua originalidade de conceito, fabrico e montagem de componentes, escolha de sistemas operativos, e todos os pormenores técnicos e políticos de que se lembraram. Mas para mim ainda ficaram muitas perguntas por fazer, ou simplesmente ainda não as vi colocadas em lado nenhum.

E para ser mais característico, vai em forma de lista.

  • Porque Magalhães? De tantos nomes sonantes e grandiosos na nossa história, alguns deles nomes reconhecidos pelo mundo inteiro, porque dar o nome de alguém que no seu tempo traíu a Pátria, mesmo que com isso tenha feito uma enorma façanha? Porque não Albuquerque, do grande Afonso, o Vice-Rei que fez mais pelo País que muitos Reis…
  • Não vou cair em hipocrisias, trazer a informática o mais cedo cedo possível aos mais novos, vai sem dúvida potencia-los. A questão para mim é outra, porque dar portáteis a baixíssimo custo a crianças de 6 anos de idade, quando alunos Universitários não os têm muitas vezes, e em certas faculdades (honra aqui ao Instituto Superior Técnico que sempre teve todos os recursos que pude querer) se vêm aflitos para poder comprar uma máquina que necessitam para se preparar, para a entrada eminente no mercado de trabalho?
  • Será que dar portáteis que são vendidos nas FNAC’s por mais de 250 euros, e que são excelentes máquinas para acesso ligeiro à Internet, a crianças de famílias com dificuldades, não irá trazer um mercado paralelo de revenda destas máquinas, oferecidas originalmente às crianças, e potencialmente revendidas pelos pais? Porque não colocar alguma forma de registo fisico nas máquinas que forem oferecidas, nem que seja com algo gravado?

Note-se que como amante das tecnologias, e profissional do ramo, me sinto lisonjiado por estar num país que investiu numa máquina feita cá, com componentes estrangeiros claro, mas até os automoveis Seat usam motores fabricados noutros países. Não posso é porém deixar de pensar que mesmo no ramo das novas tecnologias se calhar haviam passos mais urgentes, um deles como citei em cima, computadores a baixo custo para estudantes universitários.

E convenhamos, em breve vamos ter uma época alta no sector da reparação informática, porque tantas máquinas nas mãos de gente tão nova, e curiosa por natureza, vão dar muito lucro a muita loja por aí.



Gradil. Simpática localidade.

Perigoso Socialista.


"Vejo que Portugal está a sair-se muito melhor do que, por exemplo, a Espanha.”


Frits Seegers , administrador do Barclays, sobre a crise internacional, querem ver que o homem tem interesses cá em Portugal, mais um perigoso Socialista de certeza!

Cairo



G. Willow Wilson, M. K. Perker (2007). Cairo. Nova York: DC Comics

Newsrama | Cairo

Ao longo dos séculos, o Egipto tem sido uma terra de fascínio, ponto de encontro de civilizações, onde impérios e conquistadores páram para contemplar os quarenta séculos das pirâmides. Ao misturar a cultura àrabe com vestígios egípcios e greco-romanos, com visões de sonhos coloniais, o Egipto goza de uma aura de exotismo e mistério, onde as esfinges se cruzam com visões de odaliscas, onde a colisão de mitologias desperta sonhos de misteriosa magia. Apesar disto, o Egipto é um país real, cuja imagem quase onírica choca com uma realidade confusa de pobreza e opressão política.

No meio de todas estas encruzilhadas entre a história, as mitologias, as percepções e os ditames políticos encontramos a apaixonante história de Cairo. A história em si revolve à volta de artefactos mágicos e do poder desvanecido dos ambíguos génios da mitologia, e envolve um mergulho num submundo mitológico do rio nilo enquanto ponte entre a morte e a vida. Cairo, a cidade, é apresentada como uma encruzilhada, ponto de paragem de destinos que aí se mesclam. Quer seja o amor entre uma oficial dos serviços secretos israelitas e um ladrão de rua egípcio, quer o amor entre um jornalista aguerrido no seu combate contra os desmandos do regime egípcio e uma dançarina do ventre, mulher perdida de acordo com os ditames do islão mais fundamentalista, quer na paixão por algo que não conhece de uma jovem estudante americana que aterra ao acaso no Egipto, cheia de boa vontade para ajudar embora sem saber em quê, quer na ligação de um jovem americano de origem libanesa que quase se torna um mártir, parando no Cairo na sua viagem que teria com destino final uma explosão suicida algures em Israel.

O Cairo, o Cairo moderno e o Cairo mitológico interfere com os percursos destas personagens, unindo-as num nó que, paradoxalmente, as liberta dos seus destinos. Embora não seja uma das mais conhecidas graphic novels editadas pela DC/Vertigo, Cairo é uma boa surpresa, com uma história que após a leitura ainda deixa um gostinho na imaginação.

Economices (das quais percebo pouco)

Diz o ministro da economia: “O tempo de prosperidade acabou!”
Respondem os portugueses: “Prosperidade? Qual tempo de prosperidade?”


Digo eu: “Porra! Toda a gente tem um portátil! Também quero um!”

Tadinhos!


Confesso que toda esta situação me deixa com um certo orgulho de ser de Esquerda, é delicioso ver e ouvir todos os liberais que ao longo dos anos debitaram teorias sobre a independência e auto-regulação dos mercados estenderem a mão ao Estado.
O que estamos a assistir é a uma mudança, a intervenção do Estado na Economia e na protecção social dos seus Cidadãos tem de passar a ser algo de concreto.
O Estado previdência e a intervenção Estatal nos mercados são pontos a assumir na “nova” Economia, por muito que isso custe a alguns “iluminados” Economistas, porque quando os lucros são para muito poucos mas os prejuízos são para todos algo tem de ser alterado!

Olé!


Serviço publico


Alerta para encontrar três crianças
São belgas e podem estar em Portugal em fuga com o pai.


O Instituto de Apoio à Criança (IAC) lançou esta segunda-feira um apelo aos portugueses para ajudarem a localizar três crianças belgas desaparecidas desde Janeiro, alegadamente raptadas pelo pai e que poderão estar em Portugal, noticia a Lusa.
Caso alguém reconheça as crianças (Godelieve Otto, 14 anos, Gerda Otto, 10 anos, e Truke Otto, sete anos), o IAC aconselha a não falar com elas e sim a ligar imediatamente para a linha SOS Criança Desaparecida 116 000.
Veja aqui o vídeo