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La jetée.

Sócrates em Mafra

Ministros visitamprimeira de 50 escolas a recuperar
Sócrates e ministra da Educação em Mafra

O primeiro-ministro e a ministra da Educação visitam hoje, em Mafra, a primeira das 50 escolas básicas dos 2º e 3º ciclos a serem recuperadas até 2010 ao abrigo de um programa de 175 milhões de euros.


José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues visitam ainda, no concelho de Mafra, a Escola Básica 1 da Ericeira, inaugurada em Setembro, e a Escola Básica 1/Jardim-de-Infância de Mafra, em construção.

O chefe do Governo e a titular da pasta da Educação presidem também, em Mafra, à assinatura do acordo de cooperação entre o Ministério e a autarquia com vista à recuperação da Escola Básica 2+3 de Mafra, um investimento de cinco milhões de euros.
Este estabelecimento, com capacidade para mil alunos, é um dos 50 degradados a recuperar, no prazo de um ano, em 41 concelhos, no quadro do programa de investimento estatal e comunitário de 175 milhões de euros, indicou o Ministério da Educação.


José Sócrates acompanhado pela Ministra da Educação esteve hoje em Mafra, tive a oportunidade de acompanhar esta visita e de ver quer na Ericeira quer nos Salgados (Freguesia de Mafra) duas das novas Escolas do ensino básico feitas pela Câmara Municipal de Mafra, sou da opinião do Primeiro-Ministro, este tipo de investimento é preponderante e essencial para o desenvolvimento sustentado e para dotar o País e neste caso o nosso Concelho de um ensino de qualidade.

A aposta da Câmara Municipal de Mafra foi elogiada por Sócrates como exemplo a nível nacional, mas os elogios não ficaram por aqui, também o Presidente da Câmara de Mafra José Ministro dos Santos fez rasgados elogios à Ministra da Educação e ao Governo Socialista na pessoa do primeiro-ministro, chegando mesmo a afirmar que se o Governo mantiver esta postura os eleitores saberão recompensar em votos este Governo.

Durante a sessão de assinatura do protocolo entre o Ministério da Educação e a Câmara Municipal de Mafra para a recuperação da Escola E B 2 3 de Mafra no valor de 5 Milhões de euros foi passada uma apresentação que mostrava um panorama do investimento do Município na área da Educação e posso dizer de uma forma insuspeita que nesta questão a Câmara Municipal de Mafra está de parabéns.
Julgo que ao invés das vias de comunicação o que marca de facto estes últimos quatro anos de mandato do executivo social-democrata neste Concelho é sem duvida a aposta na educação.

Podem alguns achar estranho este elogio à Câmara PSD por parte de um Militante Socialista ainda por mais em ano de eleições autárquicas, pois não estranhem, aqueles que me conhecem sabem que na altura de dar os parabéns e felicitar o bom trabalho sou o primeiro a faze-lo, mas também sabem que quando as coisas merecem reparo ou reprovação não me inibo de o fazer, porque em Democracia temos de ter a humildade de reconhecer nos nossos adversários algumas qualidades e isto caros leitores não está ao alcance de muitos.

Passados estes anos, a Inquisição ainda resiste.


"A Inquisição foi extinta a 31 de Março de 1821, há quase duzentos anos. Mas deixou trabalho para outros duzentos. Durante a sua existência, o país dividiu-se em acusados, acusadores e denunciantes, a maior parte deles anónimos. Se há categoria de gente reles é essa – a que vive feliz com a pequena denúncia, o rumor, a suspeita permanente, a ‘teoria da conspiração’, a insídia moral, o riso escarninho.

Junto com essa categoria há a outra, a dos que se ajoelham e se especializaram em justificações para agradar aos poderes – aos grandes e aos pequenos, aos gerais e aos particulares. Passados estes anos, a Inquisição ainda resiste. Só faltam as fogueiras. O povo gosta de ver. Os juízes, o melhor que têm a fazer, é exigir que se legalize a denúncia anónima. Aliás, já o fizeram"

Francisco José Viegas, Correio da Manhã


The Big Shave



IMDB | The Big Shave
Wikipedia | The Big Shave

Um homem barbeia-se, numa casa de banho fria. Os planos da lâmina a cortar através da espuma de barbear começam a revelar uma estratégia de automutilação. Fios de sangue escorrem pelo queixo do actor. Essa sensação horrenda, o cortar enquanto se faz a barba, é multiplicada ao extremo. Ao ver o filme a pele repele-se com o imaginar da sensação do corte da lâmina na face. A sensação de realismo é opressiva.

Nenhum homem conseguirá ver este filme sem sentir arrepios, calafrios e uma sensação de profunda revulsão na boca do estômago. The Big Shave é uma curta metragem minimalista realizada em 1967 por Martin Scorsese. O filme assenta numa estética fria mas intimista, centrado numa casa de banho vista ao pormenor e num acto, o acto de barbear, íntimo ritual da vida de todos os homens. A banda sonora sublinha o absurdo com um jazz popular de Bunny Berigan, I Can't Get Started que agudiza o carácter de impotência do filme. Esta é uma curta metragem perfeita, que em cinco minutos nos mergulha no universo pessoal de Scorsese. Quanto ao tema, sublinhado pelo seu título alternativo (Viet'67) os críticos vêem no acto de mutilação ritual ao barbear uma crítica ao envolvimento americano no Vietname, em certo sentido um acto de automutilação nacional. O filme pode ser visto no DailyMotion, pelos de estômago mais forte.

Confissão

«São duas as mãos;
Duas as feridas abertas de paixão
que encerro em mim...
Não me permito fechá-las!
Acarinho-as;
Renovo-as;
- Volto a sangrar...

Como um sol amarelento,
pela saudade,
pela volúpia,
desbasto a lâmina;
Concentro-me na unidade indivisível:
- O ser!
O meu ser... Louco!

Serão suficientes as chagas?
Serão razoáveis as intermitências?

A lâmina aguarda,
fria,
presente.
Como uma sombra
que nos acompanha na luz;
Como um parasita que possui,
sem medo ou pudor,
no negrume e na paz;
Aguarda:
-Fria;
Presente...

Duas apenas?
Não.
Mais,
Muitas mais...

Porque me falta a paz do pó,
da terra;
Porque me sobra em bruto os dedos,
plenos de vida,
soberbos de amor;
Porque me queima as pálpebras,
este Sol Ambíguo,
falso:
- Primavera de olheiras...

São duas as vontades,
esgotadas de vida,
cansadas de morte.
E por isso,
Sangram...
Alegra-me que o façam;
Assim acredito (ao minuto)
que a seiva morna,
berrante,
as adormeça...
- Para sempre.»

Dia de exame!

Coisas de familia.


Ópera bufa!

Não frequento a TVI e pouco sei sobre o que lá se passa. Julgo aliás que devo ter um problema com o meu televisor, quando salto entre a posição 3 e a 5, fico sempre com a impressão que por momentos imagem e som ficam desconfigurados. Mas, hoje, sabendo da “bomba”, não resisti a ver. Tive várias surpresas. A primeira é que não sabia que a dona Ana Leal ainda por lá andava. A última vez que tinha tido notícias da senhora, parece que andava em histeria na biblioteca de uma universidade, em busca de uma tese inexistente. Mas isso são contas de outro rosário e a histeria – sempre acompanhada de comportamentos persecutórios e de violação grosseira de princípios basilares do Estado de direito –, já se percebeu, é uma nota dominante por ali. Bem, mas lá vi o dvd sem som (sic). E confesso o meu divertimento. Não percebo a indignação de José Sócrates. Aquela converseta é talvez o melhor elemento em sua defesa: chega a ser caricato o modo como Charles Smith procura sacar umas massas a uns compatriotas. Lembrei-me logo de uma história que me contaram há uns tempos sobre um advogado, “especialista” em assuntos fiscais, que recebia uns dinheiros todos os meses de umas quantas empresas para pagar a uns funcionários das finanças. Mais tarde, descobriu-se, os funcionários não existiam e o que existia era uma avença sob a forma de extorsão. O advogado foi condenado.

Por Pedro Adão e Silva