Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!



Praia de S. Lourenço

SOS.

Socorro. Está calor. Em dias como este gostaria de ser Gronelandês - até porque, com o aquecimento global, a Gronelândia poderá tornar-se o novo Algarve.

Não há volta a dar!

Neste momento, a uma semana das eleições para o Parlamento europeu, seria «normal» o PSD estar claramente à frente dos socialistas nas sondagens. Por três motivos: primeiro, o desgaste pessoal do primeiro-ministro, debaixo de fogo cerrado durante dois anos, desde a «licenciatura» ao «caso Freeporte; segundo, o natural desgaste do Governo que está a pagar os efeitos de uma crise internacional profunda que deteriora todos os indicadores económicos internos, com especial relevo para o aumento do desemprego; terceiro, para a generalidade dos portugueses os resultados destas eleições não são importantes. Tanto se lhes dá que o PS tenha 8 deputados europeus, como o PSD 9 ou vice-versa. E, assim sendo, é altura de expressar nas urnas descontentamentos sem sofrer consequências. Aliás, é isso que acontece, por exemplo, em Espanha e no Reino Unido: aqui ao lado, o PP, na oposição, aparece com 43% nas sondagens, enquanto os socialistas não passam dos 39%; no Reino Unido, os Trabalhistas estão à beira de uma derrota humilhante. As últimas sondagens colocam o partido do primeiro-ministro Gordon Brown em terceiro lugar, com 16% das intenções de voto, atrás dos nacionalistas do Partido para a Independência do Reino Unido, com 19%, e dos Conservadores, com 30%. Entre nós, surpreendentemente, os socialistas aparecem invariavelmente em primeiro lugar nas sondagens. Se, no próximo Domingo, face às circunstâncias, os socialistas confirmarem a vitória eleitoral anunciada nas sondagens, estamos perante uma das maiores derrotas eleitorais do PSD. Não há volta a dar!

Por Tomás Vasques

Leituras

Mars Landers May Have Erased Evidence Of Life Ooops... parece que o combustível e os métodos de pesquisa de vida em marte têm o pequeno defeito de eliminar matéria orgânica sem deixar vestígios.

Brazilian Household-Object Drug Concoctions Não tentem isto em casa: o que fazer quando se é un junkie inveterado e já não há dinheiro para comprar produto? Beber um chá de cassetes VHS e pilhas alcalinas, inspirar o gás de buzinas ou cheirar a mistura de éter com acetona são algumas das horríveis receitas utilizadas por toxicodependentes desesperados.

Manga collector faces 15 years in jail because some of his comics included sexual images of children Cuidado com as colecções. Aparentemente, o coleccionador na notícia é coleccionador indiscriminado de mangá e está prestes a servir uma pena de quinze anos de prisão por pedofilia apesar de não ser pedófilo nem ter molestado crianças. O crime? Entre a sua vasta colecção encontram-se mangás nipónicos x-rated.

Google Wave: Google Tries to Reinvent Email A curiosidade aguça-se. Ainda não tive tempo para ver o vídeo que apresenta este novo recurso onlune, mas pelo que li promete ser o futuro da comunicação digital: uma plataforma integrada de comunicação que envolve partilha, mensagens e colaboração em tempo real. Por enquanto só está acessível a programadores.

Pick The Perp Vamos testar estereótipos? Este jogo obriga-nos a escolher, dentro de um alinhamento de cinco potenciais criminosos, qual terá sido o que cometeu o crime sobre o qual foi feita a acusação. O trunfo do jogador? A capacidade de julgar pelas aparências. Os resultados são surpreendentes e revelam muito sobre a forma como concebemos o comportamento dos outros.

Canon Employees Are Forbidden to Sit Down, Walk at Normal Pace A Canon instituiu uma nova política laboral para melhorar a sua eficácia empresarial. Entre as medidas introduzidas inclui-se a obrigatoriedade de trabalhar de pé e a instalação de sensores e alarmes que disparam caso um trabalhador ande a uma velocidade considerada inferior à definida como velocidade mínima.

Sim, leram bem.

SO BAD, IT'S REALLY BAD. Bad Art no seu pior: por detrás de virtuosismo técnico, os retratos de Dick Zimmerman destacam-se pela ausência de sentido cromático e pura foleirice estética. Andei a matar a cabeça à procura de metáforas mais elegantes mas é impossível. Foleiro é mesmo o termo cientificamente correcto para este caso de pintor de retratos de endinheirados em busca de imortalidade pictórica.

Vícios

Rendi-me. Desisti de resistir. Comprei o meu primeiro Moleskine.

Walkin’

Carro na oficina obriga a alguns ajustes. Caso de hoje, em que aproveitei alguma flexibilidade no horário para deixar logo pela manhã o meu fiel 205 XAD na oficina para umas correcções que o obrigam a ficar aprovado na inspecção. E também uma mudança de óleo, porque já nem me recordo vagamente da última vez que o mudei, sinal claro que está na hora de o fazer. Deixei o carro numa oficina da Malveira pelas oito e meia e fiz algo que rareia: fui a pé para a escola. Podia ter apanhado um transporte, mas confesso uma certa fobia a autocarros. A manhã estava fresquinha e agradável, e a distância até à Venda do Pinheiro fez-se ao som de jazz, mas não o Walkin' de Miles Davis. Um início saudável de dia (isto se eu não contar os dois cigarros que fumei enquanto andava).

Um simpático passeio, que me fez reparar naqueles pormenores que nos escapam quando vistos da janela do carro. Primeiro, fiquei fascinado pela quantidade de pessoas que não vemos a andar a pé. O espaço urbano parece desertificado. Outro pormenor são as barreiras arquitectónicas saídas do improviso urbano ou da falta de planeamento que dificultam a vida de formas inesperadas. Exemplo acabado: um dos bairros urbanizados da Venda do Valador é atravessado por duas vias e uma rotunda, sem qualquer passadeira, o que dificulta um acto simples como o de atravessar o bairro. São as delícias da vida nos exúrbios.

Darth Vader vs. Japanese Police

Da Justiça

Estas declarações. Falemos acerca destas razões. De como a não-prostituição e não-alcoolismo não apenas justificam a entrega duma criança a alguém que ela desconhece, como podem ser atestados por relatório psiquiátrico. De como pessoas biologicamente relacionadas, mesmo que totalmente desconhecidas, falantes doutra língua e habitantes de um país distante, se definem como família e explicam a exportação daquela criança e o roubo da única família que esta conhece. De como, acerca desta não-família com quem a criança viveu dos dois aos seis anos, e por causa duma categoria jurídica, se depreende a não existência de laços. De como uma decisão judicial acerca do destino de uma menor se afirma orgulhosamente indiferente a questões afectivas e emocionais. Enfim, falemos. Porque algo parece tragicamente errado no direito relativo à família e aos menores em Portugal.
Inês Meneses- Jugular