SBK Portimão 2010
Coisas do Demo…
Amorth acrescentou que o demónio «utiliza» os padres pedófilos para atacar a Igreja, porque a odeia de morte por ser «a mãe dos santos». Parece assim que, tal como se sugere no caso de Marcial Maciel Degollado, o exorcista considera que os padres pedófilos estavam todos possuídos pelo Demo e que todos os que não reconhecem isso e continuam a exigir que se apure as responsabilidades da Igreja no encobrimento e cumplicidade com os pedófilos estão a fazer o trabalho do mafarrico. Já o ex-bispo do Funchal, que comparou aos tormentos de Cristo a «perseguição» ao seu secretário pessoal e amigo do peito, o padre Frederico, afirma que é um «exagero» criticar a Igreja por causa dos padres pedófilos. Aqui o exagero reside não em reconhecer a mão do Diabo na coisa mas as tentações bem humanas que atormentam os padres, uma classe profissional que, como as outras, tem «defeitos deste género» que advêm da «sociedade gangrenada» em que vivemos, desta «época em que se difundem todas as formas de imoralidade» - certamente por não se seguir os bons exemplos que nos chegam da hierarquia da ICAR. Haja paciência!
Avaliação – 2º Período
Bang!
... não consta que haja uma mancha negra alastrante na fronteira franco-suíça.
... nada de rupturas no tecido do espaço tempo, flashbacks, colapso dos universos.
... sem distorções da realidade.
... o LHC não foi abalado por atentados terroristas de fundamentalistas religiosos.
... cientistas do futuro não interferiram com esta primeira experiência.
... ainda não perdi a esperança de saírem notícias da criação de algum universo minúsculo no interior dos túneis do CERN.
Agora sem brincadeiras: é fantástico ver com a ciência e engenho da humanidade já nos permite recriar os mais afastados momentos da história do universo. Agora é aguardar os resultados, que certamente aprofundarão a nossa consciência do mundo.
CARIDADE COM QUEM NÃO MERECE
«Em 1993, o padre Frederico Cunha foi julgado e condenado na Madeira por homicídio de um menor. Estive no julgamento e lembro-me de ter escrito sobre a angústia que eu teria em ser juiz da morte do rapazinho que caiu das escarpas do Caniçal: o padre nunca confessou, nem havia testemunhas. De facto, o juiz condenou, disse-o na sentença, "por convicção". Havia, porém, crimes de Frederico Cunha, esses, sim, com testemunhas várias. Menores depuseram em tribunal sobre o assédio sexual que ele lhes fez, acusações que nem foram refutadas pelo réu. Apesar disso, o então bispo do Funchal comparou a actuação judicial contra Frederico à "perseguição que fizeram a Cristo". É notável que os indícios de abuso de menores não tenham dado prudência ao bispo no seu apoio ao padre. Essa nossa história antiga pertence ao escândalo mundial em que a Igreja Católica é, agora, denunciada pelo seu comportamento com casos comprovados de pedofilia de padres. O cardeal Saraiva Martins, perante a dúbia actuação da hierarquia católica nesses casos, comparou a atitude da Igreja com a de uma "família que lava a roupa suja em casa." Ora a questão não é a casa da Igreja ter pedófilos - é um pecado de que nenhuma família está livre. O problema é eles, conhecidos, não terem sido expulsos. » [DN]
Por: Ferreira Fernandes



