Por Nuno Ferro a 30 de Julho de 2010

Devo uma explicação aos leitores assíduos deste espaço, sim eu sei que vocês os quatro existem.
Manter um blog não é tarefa fácil, pelo menos se o objectivo for mantê-lo minimamente actualizado. Há assuntos sobre os quais se escreve num instante (como “onde comprar perfumes baratos” ou opinar sobre uma “compra na FragranceX“) mas não foi para esses que criei o blog. Depois há assuntos mais interessantes, desde política à tecnologia, mas sobre esses não sou capaz de escrever de qualquer maneira, tem de ser pensado e articulado com o mínimo de lógica.
Os dias passam e eu vou tendo um monte de ideias sobre o que escrever, por vezes começo até a esboçar o texto, mas depois surge qualquer outra coisa que relega o blog e os textos para terceiro ou quarto plano – se estes planos já estão bem longe da vista que fará do pensamento.
Acresce ainda que muitas ideias são partilhadas, sem grande desenvolvimento, nas redes sociais, em stereo no Twitter e no Facebook, o que as deixa automaticamente gastas sem motivação para as desenvolver.
Tenho procurado uma forma de me disciplinar para escrever de forma mais ou menos regular, já tenho algumas ideias e só falta mesmo pô-las em prática, mas o verão, os amigos, o trabalho final de curso e a mudança de casa são razão mais do que suficiente para não prometer nada para breve.
Curiosamente ao acabar de escrever estas linhas a vontade volta a ser maior. Até já!



Por Joana Bernardo a 30 de Julho de 2010
Nunca pensei sentir-me tão livre...
Como num compromisso que assumimos juntos posso esquecer-me tão de mim e tão de ti, e não sermos nós, não pensar(mos) em nada, só sentir, só ser...
Ensinaste-me que isso era possível, não sempre, mas muitas vezes, noutros momentos de loucura em que me sussurraste apenas "sente". Mas o turbilhão imparável que me inunda, essa força incontrolável que a vontade de controlar apenas alimenta nunca deixou ser possível apenas sentir, apenas ser, sempre pensar.
Mostraste-me que era possível. Não sabias que era esse o resultado, na verdade, nunca pensaste que tinhas tomado parte nesta decisão, que tiveste influência, mas tiveste. Foi por ti, só por ti, e disse-to no momento final, no momento do clímax, da adrenalina no auge, disse-te e esperei que percebesses o quanto o fazia por ser contigo, por ser nosso.
E no entanto, mostraste-me que este nosso pode ser tão meu, ou melhor, tão vazio, tão livre, que não caibo, nem tu, nem nós. Mostraste-me o que já me tinhas descrito e nunca tinha vivido.
Mostraste-me afinal que posso ser como tu, ser-sentido, e não apenas ser-pensante, e que esse "sendo" apenas é possível, ainda que vazio de nós, porque estou contigo, porque nós voamos!
PS - Indescritível o vento a bater na cara, a levez no corpo e o chão, o meu chão, reduzido ao que é, pequenino, lá em baixo!
Por Hélder Santos a 30 de Julho de 2010
Precisei de parar. De repensar tudo, de me esquecer e recordar a verdadeira essência do que de mais pueril existe em nós.
Estou a reerguer-me aos poucos... E aos poucos a vontade para regressar ao trabalho lá vai surgindo, aqui e ali, a espaços.
Depois do Verão regresso aos espectáculos e ás canções. Até lá, pode ser que nos cruzemos por aí, num boteco perdido, para uma surfada, uma conversa ou outra coisa qualquer.
Por Mário Nogueira a 25 de Julho de 2010
We run in parks, sprint up hills, walk everywhere, eat fairly healthy, do bodyweight exercises whenever and wherever we feel like it, play in grass fields. We’re getting healthier and fitter than ever before, and we love it.
We have very little. And that’s perfect.
It’s a fresh start. We’ve only begun to imagine the possibilities. It’s not home yet, but we’re going to make it the home we create.
Daqui.
Por Mário Nogueira a 23 de Julho de 2010
Por Sónia Ricardo a 21 de Julho de 2010
É fantástico ver actualmente as “dicas para poupar” e sugestões de “como sobreviver à crise” que, por estes tempos vão surgindo por aí em revistas, jornais e televisão.
Acredito que há muito boa gente que, habituada a certas mordomias desde sempre, não consiga ir ao supermercado e gastar apenas 16 euros num saco de compras semanal, abdicar das dezenas de canais por cabo ou deixar de ir jantar fora e ao cabeleireiro todas as semanas.
Apetece-me dizer…querem dicas? Perguntem-me a mim que desde que nasci ouço dizer que “temos que poupar” ou “’tá crise…”.
Humpf!
Se quiserem até organizo umas palestras. Gratuitas? Não. Sabem, é que anda por aí uma crise!...
Não é tão óbvio que, para poupar, se deve tomar duche rápido, fechar a torneira enquanto se ensaboa o corpanzil e desligar todas as luzes que não são necessárias? (É que isto já me começa a soar a estupidez de alto grau…)
Por Mário Nogueira a 19 de Julho de 2010
Dia cinzento.

Por Artur Coelho a 17 de Julho de 2010
Este blog vai entrar em pausa. De momento deixei de ter palavras para escrever. Esta é uma época difícil, com um trabalhoso final de ano lectivo e final de dissertação, e uma situação complicada a nível pessoal. Aguardam-me dias muito difíceis. Talvez recupere. Até lá, o robot intergaláctico despede-se.