Planeta Mafra

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Modelos de negócio educacionais online

Como assegurar um equilíbrio entre a disseminação alargada da informação e a recompensa financeira do trabalho dos criadores? Vivemos num momento de experiências. Alguns detentores de propriedade intelectual utilizam todos os meios legais para manter os seus direitos (indústria musical). Outros experimentam novas formas de distribuição de conteúdos.

Corretagem: plataformas que conjugam compradores e vendedores. Portais B2B, B2C ou C2C. Exemplos: eBay, PayPal, mercados virtuais, livrarias online. Em contexto educacional, são uma forma de adquirir produtos educacionais (livros, outros produtos) de aquisição difícil.

Publicidade: Sites rentabilizados por colocação de anúncios, em portais ou páginas pessoais.

Modelos comunitários: disponibilização de conteúdos em modelo opensource (Sourceforge), em conteúdo aberto (wikipédia), distribuição pública (Projecto Gutenberg, RTP.pt), redes sociais (Flickr, YouTube).

Assinaturas: modelos de subscrição e fidelização por assinatura (britannica online, diciopédia).

Para saber mais:
Cory Doctorow: Giving it away
Wired Archive: Online Business Models

Open Source

O movimento Opensource incentiva o intercâmbio de materiais digitais úteis. Trata-se de um movimento social que visa promover os direitos do utilizador para aceder e modificar software.

A filosofia do movimento consiste em incentivar os utilizadores de computadores a substituírem o software proprietário por software livre.

Defendem que a utilização deste é necessária para criar uma sociedade onde os utilizadores da tecnologia informática se possam ajudar mutuamente e controlar os seus próprios computadores. Assim, a sua utilização não é limitada por objectivos monetários, permitindo um maior dinamismo na aquisição e desenvolvimento de conhecimento.

Para saber mais:
Open Source Definition
Open Source Iniciative
Sourceforge

Copyleft

De índole contracultural, é uma forma de utilizar a legislação relativa aos direitos de autor para eliminar proibições ao uso, difusão e modificação de obras criativas, libertando propriedade intelectual da maior parte das restrições impostas pela legislação de direitos de autor.
A inversão do conceito de copyright está patente no trocadilho com este termo.
Cria condições favoráveis para que um alargado número de pessoas se sintam livres para contribuir com melhoramentos e alterações às suas obras, num processo continuado e sempre dinâmico.
Concede as seguintes liberdades de uso:
Análise e utilização do trabalho; Cópia e partilha com terceiros; Modificação da obra original;
Distribuição de modificações e obras derivativas.
Constitui-se em forte ou fraco, total ou parcial, e em partilha equivalente.

Para saber mais:
GNU: Copyleft

Open Access

São cada vez mais os professores e as instituições que têm vindo a partilhar os seus recursos digitais de aprendizagem na Internet, de forma aberta e gratuita, como Open Educational Resources (RDO).

A educação enfrenta vários desafios: globalização, envelhecimento populacional, competição entre centros educacionais e rápido desenvolvimento tecnológico.
A tendência de disponibilizar de forma gratuita e aberta material educacional na internet constitui-se em conteúdos digitais em diversos formatos e apresentados em vários suportes. Estão geralmente reunidos em repositórios online (Open Access) ou disponibilizados sob a forma de currículos gratuitos online (MIT Opencourseware).

As razões para o surgir destas aplicações são várias: Facilidade de publicação graças ao acesso a hardware, software e ligações de banda larga; Emergência de novos modelos de distribuição de conteúdos; Aumento da participação na educação, expandindo o acesso à mesma; Forma de promover a aprendizagem ao longo da vida; Ponte entre educação formal e informal; Partilha, de acordo com princípios académicos;
Utilização eficaz de recursos públicos, libertando informação produzida com dinheiros públicos; Publicidade e prestígio institucional; Melhoria da qualidade através do uso de informação; Incentivo à inovação, através de novos processos de aprendizagem;
Rentabilização de conhecimento de baixa rentabilidade.

Os direitos de autor colocam restrições ao uso livre destes recursos. Desta feita, opta-se pela libertação de trabalhos, sob licença Creative Commons, mais acessível nos usos públicos de informação.
Os custos da manutenção de acessos opencourseware podem ser abatidos através de vários modelos de negócio: Substituição, em que o recurso gratuito substitui recursos pagos;
Donativo, em que os recursos são mantidos gratuitos através de donativos de instituições/indivíduos; Segmentação, em que os recursos são gratuitos, mas as institituições oferecem valor acrescentado que é pago; Conversão, em que o utilizador é persuadido a pagar pelo acesso; Membro.
A disponibilização de material representa um desafio de acesso de qualidade, circundável através de metadata (informação descritiva sobre os recursos, legível por máquinas) e desafios linguísticos (com um desequilíbrio entre a oferta, essencialmente em inglês, e a utilização). Outro desafio é a interoperabilidade, permitindo o uso através de plataformas, sistemas operativos, repositórios.

A evolução dos recursos abertos dependerá de:

Desenvolvimento de uma boa base de conhecimentos sobre recursos gratuitos;

Estabelecimento de metodologias que auxiliem o uso de recursos gratuitos em formas eficazes de aprendizagem e formação ao longo da vida (essencial na sociedade do conhecimento);

Revisão do conceito de direito de autor, encaixando o acesso gratuito em molduras legais.

Para saber mais:
MIT: Opencouserware
Open Access Overview