Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!

Porquê a opção errada nas medidas a tomar?

‘As recessões são vulgares, as depressões são raras. Tanto quanto sei, houve só dois períodos na história económica a que, na altura, se chamou "depressão": os anos de deflação e instabilidade que se seguiram ao pânico de 1873 e os anos de desemprego generalizado que ocorreram na esteira da crise financeira de 1929-31.

(…)Porquê a opção errada nas medidas a tomar? Os adeptos da linha dura invocam muitas vezes as dificuldades da Grécia e de outros países da periferia da Europa como justificação das suas acções. E é verdade que quem investe em títulos de dívida não gosta de governos com défices incontroláveis. Mas nada aponta para que a austeridade fiscal de curto prazo numa situação de depressão económica tranquilize os investidores. Pelo contrário: a Grécia concordou instituir rigorosas medidas de austeridade e viu os seus spreads de risco crescerem ainda mais. A Irlanda impôs cortes violentos na despesa pública e acabou por ser tratada pelos mercados como um risco pior que Espanha, país que se tem revelado muito mais avesso a engolir a receita da linha dura. É quase como se os mercados financeiros percebessem o que os decisores políticos parecem não entender: que embora a responsabilidade fiscal a longo prazo seja importante, o facto de se cortar na despesa em plena depressão (o que agrava essa depressão e abre caminho à deflação) é, na realidade, um tiro no pé. Por isso não acho que isto tenha que ver com a Grécia, nem sequer com alguma análise realista da dicotomia défice- -emprego. É, sim, a vitória de uma postura ortodoxa, que tem pouco que ver com uma análise racional, cujo dogma central é que a imposição de sofrimento aos outros é a maneira certa de mostrar capacidade de liderança em tempos difíceis.

E quem vai pagar o preço deste triunfo da ortodoxia? Dezenas de milhões de trabalhadores de-sempregados. Destes, muitos ficarão sem emprego durante anos: os restantes nunca mais voltarão a trabalhar.’

Paul Krugman, A terceira depressão

Força Portugal!!!!

Da Vereação.

Irei iniciar neste espaço o resumo das minhas intervenções enquanto Vereador do Partido Socialista nas reuniões de Executivo da Câmara Municipal de Mafra, espero desta forma contribuir para o esclarecimento de todos aqueles que votaram na lista do PS a este órgão Autárquico.

Intervenções na Reunião de Executivo de 14 de Junho de 2010:

Foi sugerido por mim que no proximo ano a Feira dos Alhos (que se vai realizar a 18 de Julho deste ano) fosse realizada também nas ruas envolventes do Palácio recentemente cortadas ao transito, seriam utilizadas barracas em madeira tipicas, onde se poderá vender produtos regionais.
Propus igualmente que fosse criado um calendário de eventos local em estreita colaboração com os comerciantes que permitisse dinamizar aquele espaço.

Alertei para o facto de que na zona onde vai ser edificado um novo loteamento ser já um local de forte pressão urbanistica, sendo que já se notam problemas de estacionamento e de circulação automovel este novo loteamento fica na Rua Constancia Maria Rodrigues em Mafra (em frente à Companhia das Aguas).
Alertei para a necessidade de se proceder ao reordenamento de transito naquela zona da Vila de Mafra.

São jovens e pensam!


Mais uma vez a Juventude Socialista de Mafra vem a publico com uma iniciativa, um abaixo-assinado para trazer para o nosso Concelho uma Pousada da Juventude.
É de saudar esta capacidade de pensar o nosso Concelho por parte desta estrutura, fica mais uma vez provado que por cá existem muitas cabeças para pensar, braços para trabalhar e olhos para ver!
Vamos a isso!

Memória

«Quiseram entretanto as artes do destino que no mesmo dia da morte de Saramago, o Grupo Parlamentar do PS admitisse como sérias as proposta de duas suas deputadas (nenhuma socialista) em alterar o nosso elenco de feriados, propondo a abolição de algumas celebrações históricas e religiosas e a alteração de algumas datas para a segunda-feira seguinte (caso as mesmas caiam num fim-de-semana).

Parece-me um absurdo, um crime de lesa-pátria, a eliminação de qualquer feriado civil. Eles existem porque o simbolismo da sua celebração consagra a existência activa de um Povo na construção da sua identidade. É esse o significado do 1 de Dezembro, do 1ª de Maio, do 25 de Abril ou do 5 de Outubro. Retirá-los das suas datas primordiais é reconhecer a insignificância das mesmas, que existem nesses dias porque homens e mulheres assim o decidiram.»
DE

Toma lá sete!!!!


Fica tudo dito com esta frase

Carlos Abreu Amorim: "Concorde-se ou não com a figura humana, com o passado ideológico de Saramago, a atitude do Presidente é a de um homem minúsculo que não foi capaz de um gesto de grandeza institucional".

De Mafra para Saramago.

Morreu hoje Saramago, não vou aqui falar das suas obras das quais sou um fã incondicional, não vou aqui falar das suas ideias e ideais, vou aqui falar de um detalhe, importante para se perceberem algumas mentes.

Foi veiculado há pouco tempo atrás um abaixo-assinado que propunha que o nome deste escritor viesse a ser retirado da Escola Secundária de Mafra, este ímpeto de “limpeza” surge da franja mais conservadora da nossa sociedade que nunca viu com bons olhos a atribuição desta distinção ao único Premio Nobel da literatura em língua Portuguesa, claro está que para algumas pessoas este homem é um incomodo, é comunista, não é católico, pensa, tem ideias e ainda por cima é respeitado um pouco por todo o Mundo.

Mas em Mafra, terra que está para sempre ligada a umas das grandes obras da literatura Portuguesa do Sec. XX “engolir” Saramago foi sempre para alguns uma situação impensável, mesmo que a obra “Memorial do Convento” que todos os anos atrai milhares de turistas e escolas consiga fazer mais pela nossa promoção do que muitas Feiras de Turismo ou promoções lá fora ou cá dentro.

Este património que nos foi legado por Saramago é de uma forma patética ignorado em Mafra, o “romance” que foi a atribuição da medalha de honra do nosso Concelho foi um bom exemplo da (pouca) visão que por cá ainda subsiste.

A grande homenagem que em Mafra se poderá fazer é a de se respeitar a sua obra e de não lhe esquecer o nome.

Este Mafrense estará para sempre grato a José Saramago e orgulhoso por ter a grande referência literária da língua Portuguesa ligada a Mafra.
Até sempre Saramago!