Planeta Mafra

Do concelho para o mundo!

Apaixonei-me por um personagem…

…de uma novela da TVI. [ALERTA]



(Gaijas, não é tão charmosamente desajeitado?)

Constatações

Depois de resolvido o problemazito diz-me ela assim:

- Eu sou uma grande mulher! E atrás de uma grande mulher está?
E eu respondo: "Está sempre ela mesma, ora!"

É que começo mesmo a acreditar que não há nada mais real que isto.

Começas a perceber que já não tens 20 anos quando…

…As músicas que ouves na rádio enquanto conduzes já não te fazem lembrar as noites loucas na Ericeira mas sim os minutos que passas agora no ginásio a suar e a bufar por todos os lados.

…Corres um quilómetro ao lado da mana de 18 e quase cais para o lado.

…Bebes dois copos de vinho, tagarelas um bocado e cais no sofá a morrer de sono.

…Vais à festa do Casal Parol almoçar e optas, depois, simplesmente, por ir até à praia dormir uma sesta ao sol.

Nada é como dantes. Ou talvez não.

Palavras que ouvi e que tenho de partilhar caso contrário expludo e isso deve ser chato de acontecer.

Hoje, no Centro de Saúde ouvi esta pérola:
- Então ‘tá boazinha?
- Sim, vai-se andado…
- Pois…bem, bem, nunca se está, não é verdade?

(Ufff…ai mulher!! Está viva não está? Então está bem, ora!)

Na terça, noutro sítio que não posso identificar, ouvi esta:
- Pois, a minha mulher lá em casa faz tudo. Eu não faço nada. Mas também a gente nunca se chateou por causa disso!

(Sim…se eu tivesse uma escrava a trabalhar para mim todos os dias também não me chateava com ela!)

Chuva boa!

Disse-me o meu irmão esta semana: "O Padre de Santo Isidoro tem mais poder do que o São Pedro. No domingo mandou chover para ajudar as agriculturas e pronto. Cá está a chuva."*



* Festa dos Merendeiros. É uma festa centenária que começou com uma promessa dos agricultores da freguesia ao Santo Isidoro para que este abençoasse os campos de trigo. Prometeram que entregariam um pãozinho a cada forasteiro que visitasse a aldeia no dia do santo, caso chovesse e os campos produzissem em abundância. Em 1700 devem ter distribuído meia dúzia de merendeiros. Agora são entregues milhares. Todos os anos, no cruzamento central da área geográfica da freguesia a entidades religiosas católicas abençoam os campos e pedem a Deus que estes sejam férteis para o povo. E eu faço questão de receber aquela energia.

Amén.

Eu acho que os funcionários públicos deviam fazer greve porque não é aceitável que lhes seja “imposta” a tolerância de ponto nos dias em que o Papa vem a Portugal.

(Má, muito má, eu)

Iupi! (e a odisseia de reparação do meu pc)

Finalmente, cerca de dois meses de privação imposta, tenho de volta o meu bichinho electrónico portátil de volta a casa. Foi uma odisseia que me pôs a pensar no raio de sociedade de consumo que temos actualmente e no prejuízo que teve a sua reparação na camada de ozono que ainda vai pairando sobre as nossas cabeças. O bicho avariou. Bloqueava. Não ia lá nem com abanões.

1º Passo: Falar com o amigo R. técnico de informática que não consegue resolver o problema. Fui de carro a casa dele. Ir e vir, dois quilómetros (ok, desnecessário admito, mas acho que chovia).

2º Passo: Ver na factura que o bicho ainda está na garantia. Está. Viagem até à loja onde o adquiri (70 quilómetros). Na loja dizem…”ah e tal, ligue para a assistência que é mais rápido e vão buscá-lo a casa”.

3º Passo: Ligo para a assistência. Wrong way. “Tem que ir ao site e reportar a situação”.

4º Passo: Vou ao site, preencho os dados, assinalo que o comprei como meu dinheiro e não com as ajudas escolares do Governo (…onde estavas tu quando eu andava na escola…[desabafo]…) e que tenho um conhecimento mediano de informática. Respondem ao meu mail e dão-me orientações…

5º Passo: Ligar o bicho, seguir instruções e anotar o que aparece escrito no ecrã.

6º Passo: Responder ao e-mail da assistência a reportar o que vi. Dizem que deve ser do disco e mandam-me guardar os dados que tenho para não os perder (COMO?!?!? Perdão? Como se o computador não arranca?!?!) Dizem que me vão enviar uma unidade nova. Chega de Inglaterra (deve ser aí uns 2200 quilómetros até Lisboa mais 80 entre Lisboa e aqui). Enviam também uns dvs de recuperação de sistema (+ 80).

7º Passo: Pedir socorro ao amigo R. para que me salve a milhentas fotos e documentos pessoais, e que me substitua o raio do disco. (amigo R. liga e diz que o problema não é do disco)

8º Passo: Reporto a situação novamente. Digo que o disco afinal está bom, o problema mantém-se e pergunto o que devo fazer: Se recoloco o antigo disco ou mantenho o novo. Mandam-me manter o novo, devolver o antigo (novamente até Lisboa e até Inglaterra) e aguardar para que me venham buscar o pc inteiro.

9ºPasso: Pôr o bicho na caixa trazida pela estafeta e rezar para que ele não se extravie uma vez que não coloquei o número de idetificação que devia no sitio indicado (mais cerca de 80 quilómetros).

10ºPasso: Receber o bicho uma semana depois (outros 80 quilómetros).

11º Passo: Voltar a entregar o pc ao amigo R. para que este voltasse a guardar nele toda a minha documentação.

E os meus cálculos malucos dão conta de 4712 quilómetros percorridos, ou seja, um total de 732,4 kg em emissões de CO2 *.

É nestas alturas e noutras idênticas em que tenho saudades dos tempos em que íamos, quase em excursão à noite, ao homem da Picanceira levar uma televisão e a torradeira e ele reparava-os em dois dias. Por uma ninharia. E meia dúzia de quilómetros. Às vezes sou mesmo antiga.

*Cálculos feitos por mim e muito por alto com base em calculadores disponíveis na Internet. E pergunto aos especialistas…é um número válido este?

Perdão?

À noite, no café central…diz ele:
- Bem, vou até ao bidon que amanhã é dia de pica-boi.